Os chineses são felizes, mas não sabem disso…

Saiu no site Bloomberg, no último dia 07:

“Hours after a creditor and his gang of tattooed thugs hustled Zhong Maojin into a coffee shop in Wenzhou, he says he wouldn’t yield to their demands.
“They wanted to take over one of the pharmacies in a chain he’d built by borrowing from private lenders. Instead, he made an offer of traditional retribution in this eastern Chinese city, known for loan sharks who have sometimes meted out violence to bad debtors.
“’If you like, you can cut off one of my fingers instead,’ Zhong, 42, says he told them.
“Giving up the store would have made it impossible to pay back another 130 creditors, Zhong said. He’d borrowed 30 million yuan ($4.7 million) at interest rates as high as 7 percent a month to expand the business. Many of the lenders were elderly neighbors who’d mortgaged their homes.”

 

Traduzindo:

“Horas depois de um credor e sua gang de assassinos tatuados terem dado safanões em Zhong Maojin em uma cafeteria em Wenzhou, ele disse que não iria atender as suas exigências.
“Eles queriam tomar conta de uma das farmácias da cadeia que ele construiu com empréstimos de emprestadores privados. Em vez disso, ele fez uma oferta de retribuição tradicional nessa cidade da parte oriental da China, conhecida pelos seus agiotas, que algumas vezes têm tratado com violência maus devedores.
“’Se vocês quiserem, podem cortar um dos meus dedos’, disse-lhes Zhong, de 42 anos.
“Entregar-lhes o estabelecimento teria tornado impossível pagar outros 130 credores, Zhong disse. Ele emprestou 30 milhões de yuan (4,7 milhões de dólares) a taxas de juros de até 7 por cento ao mês para expandir o negócio. Muitos desses emprestadores são velhos vizinhos, que chegaram a hipotecar suas casas.”

 

A matéria dá a entender que a taxa de juros praticada pelos agiotas chineses é absurda. Pelos padrões brasileiros, é moderadíssima. Basta lembrar que a administradora de cartões de crédito Aura, por exemplo, não se contenta com menos de 20% ao mês.

Diante disso, bem se poderia concluir que o consumidor brasileiro ficaria muito satisfeito com os usurários chineses. Que, aliás, nem precisariam fazer uso de assassinos tatuados para cobranças: tomando as providências necessárias para o enquadramento como instituição financeira, teriam todo o direito de recorrer aos serviços do Poder Judiciário.

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