Sangue, suor e lágrimas

Há algum tempo, o presidente Fernando Henrique Cardoso, a propósito dos sacrifícios que está disposto a fazer para reconduzir o Brasil ao crescimento econômico e à diminuição do desemprego, citou trecho de discurso feito por Winston Churchill, no início da segunda guerra mundial, quando a Grã-Bretanha estava na iminência de ser invadida pelos nazistas.

Não menos interessante é o comunicado que o estadista inglês enviou aos seus colegas de gabinete, reproduzido abaixo, cuja leitura pode ser esclarecedora sobre os limites da generosidade dos países mais ricos, entre outros aspectos:

“Nós somos um povo jovem com uma história inocente e uma herança reduzida. Nós absorvemos (…) uma parte desproporcional, no total, de riqueza e do intercâmbio comercial do mundo. Temos tudo o que queremos em território, e nossa reivindicação para que não nos incomodem enquanto aproveitamos nossas muitas e esplêndidas posses – adquiridas principalmente pela violência e mantidas, em sua grande maioria, pela força – parece, com freqüência, menos razoável para os outros do que para nós.”

Porto Alegre, 14 de março de 1999.

Carlos Alberto Etcheverry

(Publicado originalmente na Gazeta Mercantil, edição do RS)

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