Telefonia celular nos presídios

Há algum tempo, filmagem feita no interior de presídio gaúcho registrou imagens de detento fazendo uso de telefone celular.
Não chegou a causar escândalo de grandes proporções: esse fenômeno – presidiários utilizando esse meio de comunicação – já adquiriu o status de mera rotina.
Ao que parece, os administradores do sistema penitenciário simplesmente não conseguem impedir que os aparelhos celulares ingressem nos presídios.
Partindo do pressuposto de que esse grau de permissividade não é proposital, destinado simplesmente a assegurar que os apenados exercitem o direito constitucional da liberdade de expressão, talvez seja mais conveniente achar uma solução, digamos assim, “acomodativa” para o problema.
Em vez de se resignar a fazer contínuas promessas de solução, sempre frustradas, a administração poderia adotar uma postura realista e regulamentar o uso da telefonia celular pelos apenados.
Por que, por exemplo, não estabelecer o monopólio estatal de fornecimento de celulares aos apenados, mediante o pagamento da respectiva tarifa, variável conforme a qualidade e quantidade de funções dos aparelhos? Mas isso, naturalmente, mediante compromisso, sob palavra de honra, de não serem utilizados (a) para contatos que visassem o planejamento de ações delituosas ou para (b) aplicar o golpe do filho seqüestrado.
Fica a sugestão.

Porto Alegre, 1º de março de 2013.

Carlos Alberto Etcheverry

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